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Os números de Leonardo Jardim contra Jorge Jesus


Ainda não foi desta que Leonardo Jardim bateu Jorge Jesus. Em nove encontros disputados entre os dois treinadores o saldo é claramente positivo para o técnico encarnado, se bem que em algumas dessas partidas Jesus tivesse à sua disposição equipas teoricamente mais fortes que as de Leonardo Jardim. 

Jesus venceu por seis vezes a Leonardo Jardim. E o duelo entre os dos treinadores terminou empatado por três vezes. Nos jogos em casa, o técnico da Amadora superioriza-se ainda mais, vencendo todos os encontros frente a equipas orientadas pelo treinador nascido na Venezuela. 

O primeiro embate entre os dois técnicos ocorreu em 2008 para a Taça de Portugal. O Braga de Jesus teve dificuldades para bater o Chaves de Leonardo Jardim. Venceu por 1-0 no Municipal de Chaves com um golo de Meyong, numa altura em que os flavienses estavam já reduzidos a nove jogadores. 

Seriam precisos mais dois anos para que Jesus e Jardim se voltassem a encontrar. Desta vez foi na estreia do técnico madeirense na Primeira Liga, em 2010/2011. Na primeira volta, o Beira-Mar de Jardim foi à Luz perder por 3-1 frente ao Benfica de Jesus. No jogo da segunda volta, Jardim já tinha saído da formação aveirense.

Na época seguinte, Jardim conseguiu um plantel mais rico para trabalhar, o do Sporting de Braga. E, pela primeira vez, conseguiu evitar a derrota frente a Jorge Jesus. Na primeira volta, os bracarenses empataram em casa com o Benfica a uma bola. Mas Jesus desforrou-se na segunda metade do campeonato com uma vitória de 2-1 no Estádio da Luz. O golo da vitória surgiu apenas ao minuto 90, por intermédio de Bruno César. 

Após a aventura de Leonardo Jardim pela Grécia, os dois treinadores voltariam aos embates na época passada. Ao serviço do Sporting, Jardim conseguiu um empate caseiro a uma bola na primeira metade do campeonato. No entanto na segunda volta foi à Luz perder por 2-0, jogo que lançaria o Benfica para o título. 

Além destes jogos para o campeonato, os dois técnicos defrontaram-se ainda na Taça de Portugal. Na Luz, o Benfica venceu o Sporting por 4-3, após prolongamento, num jogo que ficou marcado por alguma polémica e por um hat-trick de Oscar Cardozo.

Esta época a história repetiu-se. Leonardo Jardim conseguiu assegurar um empate caseiro. Mas o factor casa continua a jogar a favor de Jorge Jesus.

Contas feitas, em nove jogos, as equipas de Jesus marcaram 15 golos às formações comandadas por Leonardo Jardim e sofreram sete golos.  

Os treinadores e futebolistas portugueses invictos por essa Europa fora


Chegados a Novembro são cada vez menos a conseguirem manter o estatuto de imbatíveis nos campeonatos dos seus países. Apenas 13 clubes ainda não conheceram o sabor da derrota nas ligas dos 30 países melhor classificados no ranking da UEFA.

Em Portugal o FC Porto, apesar de estar em segundo lugar, ainda não foi derrotado. Mas é possível encontrar outras equipas imbatíveis em Inglaterra, Alemanha, França, Rússia, Ucrânia, Grécia, Croácia, Chipre e Israel. Muitas delas contam com talentos portugueses ou que já passaram pelo futebol nacional. 

Israel

O campeonato israelita é o que tem mais equipas invictas. O Hapoel Shmona lidera o campeonato sem derrotas. Mas o Hapoel Beer Sheeva e o Beitar Jerusalém também ainda não perderam. 

Apesar de nenhuma destas equipas contar com jogadores portugueses, têm alguns jogadores que já passaram por Portugal. É o caso de John Ogu, antigo médio da Académica. O nigeriano cumpre a sua primeira temporada no Hapoel Beer Sheeva.

No mesmo clube joga ainda William Soares, médio brasileiro que esteve na Académica, no Braga e no Gil Vicente. Não deixou marca no futebol português mas é um dos históricos da equipa. Cumpre a sexta época no clube e a nona no futebol israelita. 

Já o Beitar Jerusalém tem contado com a experiência do médio-defensivo Claudemir para evitar a derrota. O brasileiro foi esta temporada para Israel, após três épocas positivas ao serviço do Nacional da Madeira.

Chipre

O futebol cipriota é um dos destinos de eleição de futebolistas portugueses. O Apoel Nicosia, campeão em título, lidera a tabela sem derrotas. E conta nos seus quadros com Mário Sérgio, antigo lateral do Sporting e do Paços de Ferreira.

No meio-campo, o Apoel depende ainda do talento de outros dois portugueses: Tiago Gomes, formado nas escolas do Benfica; e Nuno Morais, que cresceu para o mundo do futebol no Penafiel. O médio-defensivo, que também pode jogar a central, chegou mesmo a integrar os quadros do Chelsea e é uma das grandes referências do futebol cipriota.

Mas a estrela da companhia é Manduca, o avançado que brilhou no Marítimo e que desiludiu no Benfica. Lidera a lista de melhores marcadores do campeonato cipriota com seis golos à oitava jornada. No plantel do APOEL estão ainda os centrais brasileiros João Guilherme (ex-Marítimo) e Kaká (antigo patrão da defesa da Académica e do Braga). 

Croácia  

O Dinamo Zagreb é líder incontestado da liga croata, com 11 vitória e três empates em 14 jornadas. A formação imbatível conta com uma legião de jogadores portugueses. A começar na baliza, defendida pelo internacional português Eduardo. Na defesa, o lateral direito Ivo Pinto tem impressionado, o que já lhe valeu uma convocatória para a Selecção de Fernando Santos. 

Falando de Selecção, uma das maiores estrelas do Dinamo é Paulo Machado, que já foi internacional por seis vezes. O clube veio ainda esta época pescar Gonçalo Santos ao Estoril e conseguiu que o Sporting lhe cedesse Wilson Eduardo, por empréstimo. 

Mas o grande goleador da equipa é o antigo atacante do Vitória de Guimarães, o argelino Soudani. É o terceiro melhor marcador da competição e o melhor do clube, com oito golos marcados.

Grécia

O PAOK é lider isolado à oitava jornada, com sete vitória e um empate. Um dos esteios da defesa é Miguel Vítor. O central que também desenrasca nas laterais participou em seis partidas. Com Miguel Vítor em capo, o PAOK consentiu apenas dois golos.

Numa altura em que o Benfica vive alguns problemas com os seus centrais, o jogador formado na Luz está a mostrar que talvez podia ter tido espaço na equipa de Jorge Jesus.


Ucrânia

O Dínamo Kiev aparenta este ano querer acabar com a hegemonia do Shaktar. A equipa onde actua Miguel Veloso lidera a tabela com oito vitória e dois empates.

No entanto, o médio formado no Sporting não tem tido muito tempo de utilização. Na liga ucraniana participou em apenas cinco partidas. Apenas foi titular por duas vezes.




Rússia

Na capital dos czares André Villas-Boas está a construir um império no futebol russo. Em 12 jornadas, o Zenit leva dez vitórias e dois empates, liderando o campeonato.

Na sua guarda imperial, Villas-Boas conta com o central Luís Neto e com Danny. O defesa não tem tido um grande percentagem de jogos a titular. Já o avançado, uma das referências do Zenit, é indiscutível na equipa. Danny leva dois golos na competição.

Além dos dois internacionais portugueses, Villas-Boas tem ainda à disposição uma legião de jogadores que se destacaram em Portugal. Garay tornou-se no patrão da defesa, contribuindo para a média de 0,5 golo sofridos por jogo. Já Javi Garcia e Witsel asseguram um meio-campo de qualidade. O espanhol, conhecido por manter os equilíbrios defensivos das equipas por onde passa, está a mostrar veia goleadora. Marcou já por três vezes no campeonato,

No entanto, a grande inspiração do Zenit é Hulk. O internacional brasileiro lidera a lista dos melhores marcadores com sete golos.

França

No futebol gaulês, o PSG de David Luiz também não sabe o que é perder. Apesar da invencibilidade, os parisienses ocupam apenas o segundo lugar da liga francesa, com 24 pontos em 12 jogos. Levam seis vitórias e outros tantos empates.

Inglaterra

Após uma temporada pobre, José Mourinho está a mostrar esta época por que é o Special One. O Chelsea comanda destacado a liga inglesa, com oito vitória e dois empates. O registo da equipa está mesmo a levantar a questão sobre se este Chelsea conseguirá imitar o Arsenal de Wenger da temporada de 2003/2004, que foi campeão sem derrotas. No futebol inglês, o mito dos The Invincibles é forte. Antes dos Gunners, apenas uma outra equipa conseguiu terminar o campeonato sem derrotas, o Preston, um feito alcançado ainda no século XIX.

Contrariamente à sua primeira passagem por Stamford Bridge, Mourinho desta vez não tem portugueses no plantel. Mas tem às suas ordens alguns futebolistas que deram nas vistas em Portugal. É o caso de Matic, que Mourinho considerou ser um "monstro". Conta ainda com Ramires, apesar do brasileiro ex-Benfica ter tido menos minutos de jogo que em épocas anteriores.

O Chelsea leva uma média de 2,6 golos por jogo na Premier League. E um dos grandes responsáveis por essa veia goleadora é Diego Costa. O ponta de lança, descoberto pelo Braga e que jogou no Penafiel, leva nove golos na liga inglesa. É o segundo maior artilheiro da Premier League, superado apenas por Aguero.

Alemanha


Na Alemanha há duas equipas invencíveis. Mas nenhuma tem no plantel jogadores ligados a Portugal. O Bayern de Guardiola domina o campeonato, mas o Borussia Monchengladbach também tem resistido às derrotas.

Quatro portugueses no onze ideal do mês de Outubro em Espanha


Os portugueses estão em grande na Liga Espanhola. No 11 ideal do mês de Outubro há quatro portugueses.

Beto foi o guarda-redes do mês. Nos três jogos realizados em Outubro, o guardião sofreu apenas um golo. As prestações do suplente de Rui Patrício na Selecção têm sido importantes para o Sevilha ocupar o quinto lugar da tabela.

Na defesa, há mais dois representantes portugueses. O central luso-brasileiro Pepe foi escolhido para o onze ideal, depois de ter marcado ao Barça no El Clásico. O jogador do Real tem sido essencial para a consistência defensiva do Real, com a equipa comandada por Ancelotti a sofrer apenas um golo nos três encontros disputados em Outubro.

Também Antunes foi seleccionado. O lateral-esquerdo, que deu nas vistas no Paços de Ferreira, leva já um golo e uma assistência na competição. Tem sido um dos destaques do Málaga, que ocupa a sétima posição de La Liga.

No ataque, como não podia deixar de ser, Cristiano Ronaldo completa o lote dos portugueses eleitos para o melhor 11 do mês de Outubro. Nos três jogos disputados nesse mês, a estrela do Real marcou cinco golos. Desde o início de La Liga, leva já 17 golos nos nove jogos em que participou.  


Quando o Guimarães de Manuel José arrasou com o Sporting de Mészáros


O Sporting saiu vergado com uma pesada derrota da Cidade Berço. E não foi a primeira vez que os leões sofreram a bom sofrer em Guimarães. No início de 1983 o Sporting foi goleado por 4-1. E nem o lendário Mészáros conseguiu travar as investidas dos vimaranenses. No comando do Vitória estava um jovem treinador que tinha ganho nome ao promover o Sporting de Espinho ao primeiro escalão do futebol português, Manuel José.

Um dos carrascos de Mészáros foi o avançado brasileiro Paulo Ricardo, que chegou a meio da temporada ao Guimarães e desatou logo a marcar golos. Essa partida frente ao Sporting, que tinha António Oliveira como treinador-jogador, foi a segunda de Paulo Ricardo com o símbolo do Vitória ao peito. E não houve cá adaptações ao futebol europeu, com a nova contratação a mostrar serviço e a marcar dois ao Sporting.

Mészáros, que está no top dos guarda-redes leoninos com menos golos sofridos por jogo, viveu a pior partida de leão ao peito nesse encontro frente ao Vitória. Foi o único jogo em que consentiu quatro golos nas duas temporadas ao serviço do Sporting.

Mészáros, o magiar que mais parecia um gaulês

Foto: Sporting Canal
Apesar do pouco tempo passado em Alvalade, o guardião com ar de ter saído de uma aldeia gaulesa tornou-se numa lenda do clube. Foi uma aposta do inglês Malcolm Allinson que fez questão de o ir buscar aos húngaros do Vasas, onde Mészáros jogava há mais de uma década. E logo na primeira época ao serviço dos leões, em 81/82, o húngaro ajudou o Sporting a conquistar a dobradinha. 

Além dos títulos conquistados em Alvalade, Mészáros conta ainda no currículo com duas presenças em Mundiais (1978 e 1982). Na primeira dessas competições foi vítima de um ponta de lança chamado Paolo Rossi, que lhe marcou dois golos. Em 1982 não conseguiu travar o génio louco de Maradona. El Pibe desfeiteou Mészáros por duas vezes na vitória da Argentina por 4-1. 

Com a idade a começar a pesar e após uma temporada abaixo das expectativas do Sporting, que terminou o campeonato de 83 em terceiro lugar, Mészáros troca Alvalade pelo Farense. Depois disso, passaria mais uns anos no futebol húngaro. Voltaria a Portugal, terminando a carreira no Vitória de Setúbal.

Paulo Ricardo, o brasileiro que ainda fez parte do Porto campeão europeu 

Não são todos que podem dizer que têm semelhanças com Maradona e Rossi. Mas este avançado brasileiro descoberto por Manuel José bem que pode afirmar "eu também fiz dois ao Mészáros". 

A chegada de Paulo Ricardo ao Vitória teve impacto imediato, ajudando a equipa a conquistar o quarto lugar em 82/83. O clube contava ainda com jogadores como Silvino (actual membro da equipa técnica do Chelsea); Abreu (um médio que se tornou uma lenda do Vitória e que chegou a representar a Selecção); Amândio Barreiras; Nivaldo (que sairia de Guimarães para o Benfica); Kiki (o cabo-verdiano que viria a ser bicampeão FC Porto); Joaquim Rocha (o goleador da equipa).

As prestações de Paulo Ricardo na Cidade Berço levaram-no para a equipa do Porto que viria a ganhar a final de Viena. Mas nunca chegou a ser muito utilizado nas Antas. Tornar-se-ia depois uma das referências do Marítimo no final da década de 80 e fecharia a carreira no Académico de Viseu.

Manuel José, o decano das goleadas


No banco dos vimaranenses naquela goleada ao Sporting estava Manuel José. No início da década de 80 era um dos treinadores-promessa do futebol português. E revelou-se especialista em aplicar goleadas aos adversários e a ganhar títulos no futebol africano.

Apesar de ter humilhado os leões, mais tarde redimir-se-ia. Era Manuel José que comandava o Sporting quando os verde e brancos ganharam por sete a um contra o Benfica. E levou ainda a equipa de Alvalade a espetar qualquer coisa como nove golos aos islandeses do Akranes na Taça UEFA.

Em Portugal foi ainda o obreiro do Boavistão que venceu uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Além do Sporting, comandou também o Benfica mas sem contribuir para a sala de troféus da Luz. 

É um herói no Egipto, tendo conquistado com o Al-Ahly qualquer coisa como quatro ligas dos campeões africanos e seis campeonatos.  

Foto principal: Futebol em Portugal

Quem foi o último guarda-redes a impedir golos do Benfica na Luz?

O incrível golo de Talisca contra o Rio Ave permitiu ao Benfica estender a série de jogos a marcar na Luz para a Liga Portuguesa. São já mais de 80 encontros seguidos em que as águias facturam em casa.

O último guarda-redes a sair da Luz com as redes invioladas num jogo do campeonato foi o eslovaco Boris Peskovic, da Académica. Além da folha limpa, os estudantes conseguiram mesmo vencer o jogo frente ao Benfica de Quique Flores, com um golo do ganês William Tiero. A partida ficou marcada por vários remates ao poste por parte dos encarnados e por um golo anulado a Pablo Aimar.

Peskovic passou apenas uma época em Portugal. Mas provou ter mãos de ferro, ajudando a equipa treinada na altura por Domingos a terminar o campeonato em sétimo lugar.

Em 28 jogos na Liga, o guarda-redes sofreu apenas 31 golos, com a ajuda de uma defesa que contava com Luiz Nunes, Orlando, Pedrinho, Hélder Cabral, Markus Berger e Amoreirinha.

Além da baliza inviolada na Luz, Peskovic também conseguiu sair do Estádio de Alvalade sem ser batido.

Antes de chegar à Briosa, o eslovaco esteve quase uma década no futebol polaco. Após a saída da Académica foi campeão romeno no Cluj e terminou a carreira em 2013 na terceira divisão polaca ao serviço do Wisla Plock.

O último nulo do Benfica para o campeonato na Luz



As defesas de Peskovic na Liga Portuguesa

O antigo treinador do Benfica que está a impressionar em Inglaterra


Não foi um dos treinadores mais queridos na Luz, mas Ronald Koeman está a impressionar em Inglaterra. Foi eleito o treinador do mês de Setembro da liga inglesa.

Depois disso já viu o seu Southampton esmagar o Sunderland por 8-0, naquela que foi uma das maiores goleadas da Premier League. E os Saints vão numa série de três vitórias consecutivas, o que os coloca no segundo lugar do campeonato a quatro pontos do Chelsea. 
Koeman está a impressionar na consistência que conseguiu dar aos Saints. A equipa fez 22 pontos em dez jogos. Marca 2,1 golos por jogo. Mas o segredo tem sido a arte de defender.

O sector mais recuado, liderado pelo português José Fonte, apenas consentiu cinco golos nas primeiras dez jornadas. O defesa formado no Sporting é um dos totalistas da equipa treinada pelo holandês. Além de ser essencial na tarefa de destruir os ataques adversários, revela também eficácia com a bola nos pés (estatísticas de José Fonte).  

O trabalho de Koeman é ainda mais valorizado depois de neste defeso os Saints terem sofrido um êxodo dos seus melhores jogadores. Mas o holandês conseguiu mexer-se bem no mercado, indo buscar o extremo sérvio Dusan Tadic e o ponta-de-lança italiano Graziano Pellè. A aposta está a dar resultados. Tadic leva já seis assistências e um golo na Premier League e Pellè já facturou por seis vezes e deu um golo a marcar.

Apesar de já ter sido campeão por três vezes na Holanda e de ter ganho uma Copa do Rei com o Valência, Koeman aparenta estar a construir uma das suas melhores temporadas de sempre. 

Como se portou Koeman na Luz?

No Benfica, em 2005/2006, não foi além da conquista de uma Supertaça e de um terceiro lugar no campeonato. Contrariamente a Jorge Jesus, o holandês parecia poupar a equipa nas competições internas para apostar tudo na Liga dos Campeões.

Ao comando dos encarnados, Koeman já tinha dado sinais de ser especialista em bater equipas inglesas. Na Liga dos Campeões, o Benfica de Simão e Micolli bateu o Manchester United por 2-1 na Luz. Nos oitavos de final os encarnados eliminariam o Liverpool após vitórias na Luz e em Anfield Road. Apenas o Barcelona de Ronaldinho, Etoo e Deco pararia a campanha do Benfica na Champions. Os blaugrana viriam mesmo a ganhar o troféu.  

Os discípulos de Cruyff no Felgueiras de 1995/1996


Foi a estreia de Jorge Jesus no primeiro escalão do futebol português. Em 1995, o Felgueiras chegava à primeira divisão do futebol português sob o comando do actual técnico dos encarnados. Jesus pegara na equipa quando esta ainda militava no terceiro escalão do futebol português e conseguiu em pouco tempo colocá-la na Primeira Liga.

Sérgio Conceição era uma das estrelas desse plantel e chegou mesmo entrar em choque com o treinador. Na altura com 20 anos, o extremo tinha sido cedido ao Felgueiras por empréstimo do Porto. Mas na turma de Jesus havia muitos outros jogadores que, de uma forma ou de outra, marcaram o futebol português.

O Felgueiras de Jesus foi provavelmente uma das equipas mais exóticas da década de 90, com jogadores vindos de paragens remotas como Trindade e Tobago, Austrália e Caraíbas. E mesmo com um ex-basquetebolista de 1,66 metros no ataque, o clube causou sensação nos primeiros jogos como rookie da Primeira Liga (chegou a andar em terceiro). Encerrou a primeira volta no meio da tabela, a cinco pontos dos lugares europeus.

Vídeo: Hélder Pinto

Jesus, que fez uma espécie de estágio com Cruyff no início da década de 90, tentou replicar em Felgueiras a famosa táctica de 4x3x3/3x4x3 diamante utilizada pelo holandês. Só que em vez de Koeman, Jesus tinha Leal. No lugar de Guardiola e de Michael Laudrup, tinha João Costa e Bozinovski. E em vez de Romário e de Stoichkov tinha Earl Jean e Leonson Lewis.


As tácticas de Cruyff, que levaram o Barça a tornar-se numa das maiores dream teams da história e que serviram de inspiração a Guardiola, acabariam trucidadas pelo Milan de Fabio Capello e de Daniele Massaro. E no dream team de Felgueiras teriam um fim ainda mais desastroso.

Apesar do futebol bonito da primeira volta do campeonato, na segunda metade da competição o clube entrou numa espiral de maus resultados que culminaram na descida de divisão. Uma estreia para esquecer de Jorge Jesus no principal escalão do futebol português. A aventura acabou mesmo com os adeptos em fúria, após uma derrota caseira por 3-0 frente ao Leiria na última jornada.

O clube nunca mais se recompôs e, após várias tentativas falhadas de regressar à Primeira Liga, acabou por ser extinto.

O dream team do Felgueiras



Zé Carlos
Foto: Glórias do Passado
Era o guarda-redes da equipa e um dos jogadores com mais currículo. O internacional brasileiro, que passou a maior parte da carreira no Flamengo, esteve no Itália 90 como suplente de Taffarel.

Chegou ao futebol português para defender as redes do Farense. Passaria ainda por Guimarães. Após o desaire em Felgueiras, foi recebido novamente pelo Fla. Se nos durienses esteve no mesmo plantel que Earl e Lewis, no regresso ao Flamengo integrou a mesma equipa de Romário e Bebeto (informação valiosa sugerida pelo Ai Vale Bujas).

Acabaria a carreira no Tubarão do Brasil. Pouco tempo depois seria, demasiado cedo, fintado por um cancro.

No clube duriense fez 26 jogos a titular naquela temporada. Sofreu 33 golos.




Acácio Figueiredo
Foi um dos defesas centrais mais utilizados por Jorge Jesus no Felgueiras, com 33 jogos a titular. Começou a carreira no Vila Real e encerrou-a ao serviço do clube da sua terra natal, p Arouca. Fez ainda parte do Farense europeu de Paco Fortes.

Depois de ter pendurado as chuteiras, Acácio dedicou-se à carreira de treinador. A estreia deu-se no Arouca. Foi responsável por ter tirado o clube dos distritais. Levou ainda o Valecambrense dos distritais para os nacionais e conseguiu promover o Lourosa da III Divisão para a II B.


José Leal

Foto: Glórias do Passado
Era outro dos jogadores do Felgueiras com um currículo bastante composto. Chegou à equipa duriense depois de ter passado cinco temporadas no Sporting e uma no Restelo.

Foi internacional português por 15 vezes e tanto podia jogar no centro da defesa como na lateral esquerda. Apesar de ter mostrado algum faro de golo ao serviço dos leões, em Felgueiras não foi além de um golo no campeonato.

Esteve apenas uma época em Felgueiras. Após a despromoção foi contratado pelo Estrela da Amadora, onde se voltaria a cruzar com Jorge Jesus.

Mesmo com a idade a pesar-lhe nas pernas, o esquerdino retardou até ao máximo a sua retirada do futebol. Já com 35 anos ainda ajudou o Santa Clara a ganhar o título da II Liga. Terminaria a carreira aos 38 anos no clube em que deu os primeiros pontapés da bola, o Académico de Viseu. Após o fim da carreira abraçou o desafio de ser treinador. Foi técnico dos viseenses, do Benfica de Castelo Branco e do Tondela.


Abel Silva
Nas fileiras do Felgueiras de Jesus estava ainda uma promessa adiada do futebol português. Abel Silva, que foi campeão mundial de sub-20 em Riade, apenas conseguiu ser titular em metade dos encontros da formação duriense.

O lateral direito chegou ao Felgueiras após várias épocas nos quadros do Benfica, clube em que fez grande parte da formação depois de ter dado os primeiros toques na bola na Tapadinha. Nos encarnados fez parte do plantel que conquistou o título em 1989. E foi utilizado frequentemente por Toni na equipa que arrebatou o campeonato em 1994.

Após a passagem pelos blaugrana do Norte, Abel Silva ainda jogou no Estoril e no Alverca. Terminaria a carreira ao serviço do clube onde tudo começou, o Atlético. Depois da saída dos relvados tornou-se scout. Desempenhou essas funções no Benfica e no Panathinaikos.

Cícero Lopes da Silva
O médio brasileiro chegou a Portugal vindo do brasileiro Sport. E foi directamente para Felgueiras numa altura em que o clube ainda estava nos escalões secundários. Passaria também pelo Amora, mas depressa regressaria aos blaugrana do Norte, ajudando a equipa de Jesus a ser promovida à Primeira Liga.

No entanto, uma suspensão por doping levou-o a perder grande parte da temporada. Muitos anos depois, o médio veio tentou envolver Jorge Jesus nesse caso.

Depois do Felgueiras, actuou ainda no Olhanense e passou quatro temporadas no Bragança, assumindo-se como uma figura do clube transmontano. A empatia com o Bragança foi de tal ordem que logo que acabou a carreira passou seis anos no banco a comandar a equipa.

Bozinovski
O macedónio com nacionalidade australiana chegou a Portugal vindo do Club Brugge para o Beira-Mar. E mostrou bom futebol nos aveirenses, o que lhe garantiu bilhete de ida para Alvalade. Mas o médio formado no futebol australiano não se afirmou nos verde e brancos.

Antes de chegar a Felgueiras contava já com experiências no Paços de Ferreira e nos ingleses do Ipswich Town. A temporada às ordens de Jorge Jesus marcaria o seu último ano em Portugal. Transferiu-se para a Turquia e passaria os últimos quatro anos da carreira em Singapura.

Mas Portugal ficou-lhe no coração, em especial a cidade de Aveiro. Regressou ao nosso País e dedicou-se a agenciar jogadores. E a linhagem de Bozinovski no mundo do futebol pode continuar. O filho do antigo médio é guarda-redes dos juvenis da Académica.

Após pendurar as botas, Bozinovski tornou-se agente de jogadores e, segundo a informação prestada à FIFA, coordena as operações a partir de Aveiro. 

João Costa
Era, a par de Sérgio Conceição, outra das promessas do FC Porto que rodavam em Felgueiras. O médio era uma das peças essenciais da equipa de Jorge Jesus. Apesar da despromoção do clube, o futebol praticado por João Costa valeu-lhe na época seguinte um lugar no plantel principal dos azuis e brancos.

Mas não passaria do estatuto de promessa, sendo muito pouco utilizado na equipa do FC Porto campeã em 1997 e 1998. Passou depois a maior parte da carreira em Setúbal e a despedida dos relvados deu-se ao serviço do Merelinense, na III Divisão do futebol português.

Após a retirada ainda teve algumas experiências como treinador-adjunto em equipas de escalões secundários.

Filipe Azevedo
Imagem: http://olhanense.davidlopes.com/
Era uma espécie de arma secreta de Jorge Jesus. Foi um dos suplentes mais utilizados pelo técnico da Amadora. Naquela época de 1995 era outra das grandes promessas da equipa do Felgueiras.

Com 20 anos, chegou aos durienses proveniente do poderoso Marselha, onde fez a formação. Chegou a representar a selecção francesa nas camadas jovens. Mas foi mais um dos casos de jogadores que não passaram do estatuto de promessas.

Apesar disso, o atacante tornar-se-ia um dos maiores globetrotters do futebol português. Foi o primeiro luso a jogar na Rússia, ao serviço do Lokomotiv Moscovo. Passou ainda pelo Chipre, antes desse país se ter tornado moda para jogadores nacionais, e pelo futebol indiano. Acabaria a carreira em 2010 na terceira divisão espanhola.

Abraçou a carreira de treinador e continua com a sua viagem à volta do Mundo. Uma das últimas experiências foi como adjunto nos sauditas do Al-Qadisya.

Jorge Amaral
Foto: Vedeta ou Marreta?
Era mais um dos heróis de Riade à disposição de Jorge Jesus. O extremo, formado no Sporting, chegou a Felgueiras após uma temporada falhada ao serviço do Benfica de Artur Jorge.

Ainda apontou quatro golos ao serviço da formação duriense, mas seria mais uma das mil e uma promessas do futebol português que não chegariam ao topo. Apesar do potencial, os problemas nos joelhos impediram o extremo de atingir voos mais altos.

Após a despromoção do Felgueiras, Amaral jogaria ainda no Belenenses e no Vitória de Setúbal. Esteve três temporadas no Atlético e acabaria a carreira ao serviço do Beira-Mar, não o de Aveiro, mas o de Monte Gordo na III Divisão.

Penduradas as chuteiras, enveredou pela carreira do treinador, assumindo o comando de algumas equipas dos escalões secundários do futebol nacional.

Ronald Baroni
Foto: Os Filhos do Dragão
Há já várias décadas que os clubes portugueses tentam descobrir jóias no futebol sul-americano. Apesar dos muitos craques que já encontraram também já tiveram uma boa dose de flops. Um dos exemplos é Ronald Baroni. O atacante peruano, filho de argentinos, chegou às Antas em 1994 depois de ter deslumbrado no futebol sul-americano.

O internacional peruano não se conseguiria afirmar no Porto de Sir Bobby Robson e na temporada seguinte foi emprestado ao Felgueiras de Jesus. Mas confirmou o estatuto de flop na equipa duriense, marcando apenas um golo.

O descalabro em Felgueiras apontou a porta de saída do futebol português a Baroni. Regressou ao Peru. E jogaria ainda na Turquia, antes de terminar a carreira na Colômbia. Actualmente é agente de alguns jogadores argentinos

Clint Marcelle
Foto: Cromo sem Caderneta
No início dos anos 90 uma das modas do futebol português era importar jogadores de paragens exóticas como Trindade e Tobago. Um dos casos foi Clint que, após passar várias épocas nos escalões secundários do futebol nacional, foi uma das apostas de Jesus em Felgueiras.

Apesar do atacante não ter mostrado grande faro de golo nos blaugrana do Norte, Clint não será esquecido pelo adeptos do Barnsley. Assinou pelo clube após a despromoção do Felgueiras. Na segunda temporada ao serviço da equipa britânica marcou o golo que carimbou o passaporte do clube para a Premier League.

Passaria a maior parte da carreira nos relvados de escalões secundários do futebol inglês. Após a retirada definitiva dos relvados continuou ligado ao desporto-rei. Foi treinador de clubes de Trindade e Tobago, adjunto da selecção olímpica do país e abriu uma academia de futebol nas Antilhas.

Earl Jean
Foto: Cromo sem Caderneta
Veio directo de Santa Lúcia nas Caraíbas para Oliveira de Azeméis. E trocou o basquetebol pelo futebol. Após algumas temporadas em escalões secundários do futebol nacional, o avançado que tinha "um pouco de Cadete, de George Weah e de Yekini" encheu as medidas as Jorge Jesus.

Apesar de ter sido uma das figuras do início do campeonato, o atacante de 1,66 metros que fazia golos de cabeça, perdeu fulgor ao longo da temporada.

À semelhança de Clint, Earl sairia no final dessa temporada do Felgueiras para o futebol inglês. Ainda jogou nos escoceses do Hibernian, mas passaria os últimos anos da carreira no futebol tobaguenho. Depois de abandonar os relvados, chegaria a adjunto da selecção de Santa Lúcia.

Leonson Lewis
Foto: Glórias do Passado
Era a estrela da companhia. Lewis chegou a Portugal na mesma remessa de Clint e foi o melhor marcador do Felgueiras na temporada e o terceiro goleador do campeonato.

Facturou por 15 vezes e mostrou propensão para desfeitear os guarda-redes de Porto e Benfica. Os azuis e brancos foram mesmo a vítima preferida de Lewis, que lhes apontou três golos em dois jogos.

Após a despromoção do Felgueiras, o ponta de lança tobaguenho passaria pelo Boavista e pelo Chaves. Mas sem grande sucesso. Jorge Jesus ainda repescaria o jogador para o Estrela da Amadora, mas na Reboleira os golos também não chegaram.

O capítulo no futebol português encerrou-se no União de Lamas. Mas Lewis teimou em não pendurar as chuteiras e ainda regressou a Trindade e Tobago para jogar. Após o fim da carreira dedicou-se a treinar camadas jovens de clubes das Antilhas e da selecção tobaguenha.

Foto principal: Glórias do Passado

O outro futebolista Made in Portugal em destaque nos prémios da Liga Espanhola


Cristiano Ronaldo brilhou nos prémios da Liga de Futebol Profissional espanhola, numa gala que premiou também o portista Brahimi. Mas o astro do Real Madrid não foi o único futebolista Made in Portugal a ser distinguido pelo desempenho na época passada.

O luso-brasileiro Yuri de Souza foi eleito o melhor jogador americano da Liga Adelante, o segundo escalão do futebol vizinho (já tínhamos aqui falado dele há uns tempos). O avançado de 32 anos, que veio para Portugal aos cinco anos, foi o melhor marcador do Ponferradina na época passada. Marcou 12 golos, 26% dos tentos apontados pela equipa. 

Os golos e a liderança em campo de Yuri foram essenciais para que o clube garantisse a permanência na Liga Adelante. Foi o melhor marcador do Ponferradina pela quinta época consecutiva. É já um histórico do clube, cumprindo a sexta temporada na equipa.

Yuri fez a formação no FC Maia e ainda antes de fazer 20 anos já dava nas vistas na segunda liga portuguesa ao serviço dos maiatos. O futebol promissor de Yuri levou-o para o Bessa no mercado de Inverno de 2002/2003. Fez algumas boas exibições no Boavistão de Jaime Pacheco mas acabaria por não se impor no clube do xadrez. Nos relvados nacionais passou ainda pelo Gil Vicente e pelo Estoril.

Optaria por se mudar para escalões secundários do futebol espanhol, tendo feito quase toda a carreira no país vizinho. E tem espalhado magia por estádios talvez demasiado pequenos para o seu talento. Um dos exemplos foi um encontro esta época frente ao Bétis, em que Yuri fechou um hat-trick com um golo de calcanhar. 

O mágico cedido pelo Porto ao Nice que marcou uma mão cheia de golos num só jogo


Carlos Eduardo brilhou no Estoril. Ainda chegou a dar sinais na época passada de ser o mágico que o Porto de Paulo Fonseca precisava. Mas esta temporada foi descartado por Lopetegui, não sobrevivendo à chegada de novos craques ao Dragão. Está cedido ao Nice por empréstimo.

Apesar de não ter ganho o estatuto de mágico pelos azuis e brancos, Carlos Eduardo deslumbrou este fim-de-semana na liga francesa. Marcou cinco golos e esteve envolvido na jogada de um outro, ajudando o Nice a bater o Guincamp por 2-7. Com esta mão cheia, o médio criativo brasileiro leva já seis golos na liga francesa.

Estatísticas: Ligue1

CR7 vs. Messi no clássico dos clássicos

Info: Mário Malhão Infographics
Os dois maiores colossos do futebol mundial medem novamente forças, num clássico que  nos últimos anos tem sido marcado pelo duelo entre dois extraterrestres do futebol, Cristiano Ronaldo e Leonel Messi. Se o argentino fizer hoje o gosto ao pé pode igualar ou superar Telmo Zarra como o melhor marcador da história da liga espanhola. CR7 ocupa a décima posição desse ranking.

O extremo português entra em campo com um grande avanço em termos de golos na Liga Espanhola esta temporada. Tem mais do dobro dos conseguidos por Messi. Apesar disso, nos confrontos directos entre Real e Barça a contabilidade do argentino está acima da de Cristiano Ronaldo. No entanto, ao longo da história, os merengues têm um registo muito mais vitorioso que os blaugrana nos clássicos no Santiago Bernabéu.
Quem levará a melhor no El Clasico?

Zé Maria, do primeiro golo europeu do Porto à transferência para o Benfica


O FC Porto reeditou com o Athletic Bilbao o seu primeiro duelo em competições europeias. Em 1956 os dragões perderam por 2-1 com os bascos nas Antas no jogo de estreia em provas da UEFA. 

O golo dos azuis e brancos foi apontado por Zé Maria, um avançado nascido e criado em Gaia e que passou oito temporadas de dragão ao peito. Nesse período apontou cerca de oito dezenas de golos.

Apesar de ter sido o primeiro portista a marcar nas competições europeias,  o avançado foi também um dos pioneiros a trocar o azul e branco pelas cores do maior rival, o Benfica. Foi o segundo atleta da história a fazê-lo.

Após as oito temporadas nas Antas, em que ajudou a equipa a fazer uma dobradinha em 1956, José Maria ingressou no clube da Luz em 1957. Mas nunca chegaria a ganhar espaço no plantel encarnado, saindo de Lisboa para Braga. Acabaria a carreira na cidade dos arcebispos.

Apesar da ousadia de ter trocado o Porto pelo rival da Luz, o antigo avançado assume-se como um portista de gema. Aos 84 anos, Zé Maria é frequentador assíduo do Estádio do Dragão e recordou numa entrevista ao www.fcporto.pt como foi marcado aquele golo contra o Bilbao em 1956. E sabe que o cabeceamento certeiro frente aos bascos é um daqueles feitos que ficarão para a posteridade: "Daqui a 500 anos, quando forem ver a história, vai lá estar que o primeiro golo foi meu."

O dia em que André Cruz marcou de canto directo na Alemanha


Ainda não foi desta que o Sporting venceu em relvados germânicos. Em dez jogos na Alemanha perdeu por nove vezes e conseguiu apenas um empate. Apesar do registo negativo, os leões conseguiram bater-se bem em alguns desses confrontos (ok, descontando os 7-1 que sofreu com o Bayern em 2009).

Um desses jogos taco a taco ocorreu na edição da Liga dos Campeões em 2000/2001 contra o Leverkusen. E essa partida até teve algumas semelhanças com o encontro de hoje frente ao Schalke.

O Sporting entrou a ganhar, com um golo de André Cruz. O defesa enganou Zuberbuhler com um canto directo. O Leverkusen conseguiu depois virar o jogo para 3-1, aproveitando a expulsão de João Vieira Pinto. Mas os leões ainda reduziriam para 3-2. Apesar do equilíbrio nesse encontro, os verde e brancos seriam eliminados da prova com apenas dois pontos na fase de grupos. 


Da precisão do pé esquerdo às palestras motivacionais

O golo frente ao Leverkusen foi apenas um dos 15 apontados pelo defesa-central nas duas épocas e meia que passou em Alvalade. Assinou pelos leões na janela de Inverno de 1999/2000, vindo do Torino e após várias temporadas no exigente futebol italiano. 

E o central ainda foi a tempo de ser uma peça essencial na equipa de Augusto Inácio que conquistaria o título naquela temporada. Após uma incrível recuperação na segunda volta, os leões puseram fim a um jejum que durou 18 anos.

A evolução táctica conseguida no calcio, a precisão do pé esquerdo, a calma e a experiência no comando da defesa convenceram a crítica e tornaram André Cruz num dos favoritos dos adeptos. Além da conquista de 2000, o central foi também uma peça importante na dobradinha conseguida pelo Sporting de Boloni, Jardel e JVP em 2002.

O central sairia do Sporting após essa conquista, regressando ao futebol brasileiro. O jogador, que deu os primeiros pontapés na bola no Ponte Preta, terminou a carreira ao serviço do Goiás. Na sua sala de troféus, além dos títulos conquistados no Sporting, André Cruz conta também com uma Copa América. Integrou ainda o plantel do Milan que venceu o Scudetto em 1999.

Após ter pendurado as chuteiras e de ter deixado de maravilhar os adeptos com a precisão do pé esquerdo, André Cruz criou uma escola de futebol em Campinas. Dá também palestras motivacionais em que aplica os princípios do futebol a outras áreas de actividade. 

Heróis da Taça: Mário Coelho, o caça-campeões europeus


Há 27 anos que o Sporting não conseguia, na condição de visitante, eliminar o FC Porto na Taça de Portugal. Da última vez que isso aconteceu o herói foi o médio brasileiro Mário, que cumpria a primeira época em Alvalade. Isto numa equipa em que brilhavam Damas e Manuel Fernandes.

Quase no final do prolongamento o centrocampista fuzilou o mito polaco Jozef Mlynarczyk, abatendo a equipa que poucos dias depois se viria a sagrar campeã europeia. Nas suas fileiras os azuis e brancos contavam com craques como Madjer, Futre e Fernando Gomes.

Apesar da vitória nas Antas o Sporting, treinado na altura pelo inglês Keith Burkinshaw, viria a perder a final para o Benfica. Já Mário Coelho ainda ficaria mais um ano no Sporting. Apesar de ter sido bastante utilizado nos leões, em 1988 receberia ordem de marcha. Fecharia o capítulo no futebol português ao serviço Estrela da Amadora.

O médio, que antes de vir para Portugal deu nas vistas no Fluminense, decidiu depois enveredar pela carreira de treinador. Foi responsável pelo comando de alguns clubes modestos do futebol brasileiro e, actualmente, treina o Bangu, que disputa o campeonato carioca. 

Regressando àquela tarde de Maio de 1987, Mário reconheceu que apesar do seu golo o verdadeiro herói do jogo foi Vítor Damas. Herói? "Eu? E o Vítor Damas? Ele defendeu tudo", recordou numa entrevista ao MaisFutebol.

Fonte: zerozero.pt


Os fantásticos números de Nolito na Liga Espanhola


Já foi um dos jogadores mais queridos pelo terceiro anel na Luz. Mas não encheu as medidas ao treinador Jorge Jesus. Agora, duas temporadas depois de ter saído do Benfica por 2,6 milhões de euros, Nolito está a ser uma das principais figuras da Liga Espanhola. 

Foi eleito o melhor jogador da liga no mês de Setembro, batendo super-estrelas como Ronaldo, Messi e Neymar. E mostra uma contabilidade impressionante a nível de golos e assistências. À oitava jornada leva já cinco golos e quatro assistências. Ou seja, esteve envolvido em quase 70% dos 13 golos conseguidos pelo Celta neste campeonato. 

Como Nolito faz os golos
Fonte: Liga BBVA

A inspiração do 10 do Celta de Vigo está a ser preponderante para que o clube galego esteja bem colocado na primeira metade da tabela. E Nolito está a melhorar ainda mais o bom desempenho que mostrou na temporada passada. Apontou 14 golos na última época.



Quatro esperanças para o ataque português que procuram a sorte no estrangeiro


A Selecção de Sub-21 não tem mostrado problemas na hora de marcar golos. Teve o quinto melhor ataque da qualificação para o Euro, com uma média de 2,9 golos por jogo. O melhor marcador desta fase foi Ricardo Pereira, com cinco golos. Apesar do registo goleador, o extremo não tem tido muito tempo de jogo na equipa principal do FC Porto.

Algumas das esperanças de ataque do futebol português tiveram mesmo de sair do futebol português para prosseguirem com a sua evolução. Mas houve também jovens avançados que aceitaram abandonar os relvados nacionais em troca de contratos mais vantajosos. Como se têm portado no estrangeiro?

Ivan Cavaleiro

A jovem promessa foi uma das figuras dos Sub-21 na campanha para o Euro, criando desequilíbrios e facturando por três vezes. Sem espaço na equipa de Jorge Jesus, o avançado foi cedido ao Deportivo. E é uma espécie de arma secreta do treinador Victor Fernandéz. Foi suplente utilizado por cinco vezes e apenas foi titular por duas ocasiões. Leva um golo na Liga Espanhola, marcado contra o Granada logo na primeira jornada.



Betinho

O atacante que passou quase toda a sua carreira na Academia do Sporting tenta esta temporada mostrar o seu valor em Inglaterra. Está cedido ao Brentford, do segundo escalão do futebol inglês, mas a experiência não está a correr bem. Tem sido utilizado principalmente na espécie de equipa B do clube e tem apenas 13 minutos disputados no campeonato. Na qualificação para o Euro Sub-21, a promessa da Academia de Alcochete participou em três encontros e fez um golo.




Ricardo Horta

Tem sido titular habitual na equipa do Málaga, mas não tem sido muito decisivo em termos atacantes. O jogador, que deu nas vistas em Setúbal e que começou nas camadas jovens do Benfica, ainda não marcou nem assistiu na Liga Espanhola. Apesar de ter sido pouco utilizado na campanha dos Sub-21, Ricardo Horta conta já com uma internacionalização pela Selecção A na derrota frente à Albânia que marcou o fim da era Paulo Bento. Mas potencial não lhe parece faltar.




Bruma

Foi um dos jogadores mais promissores saídos da Academia de Alcochete nos últimos anos. Trocou o Sporting pelos turcos do Galatasaray mas as lesões no joelho têm atrapalhado o desenvolvimento do extremo e limitado o seu contributo para os Sub-21. Esta temporada tenta recuperar algum do tempo perdido. Já foi utilizado por Cesare Prandelli em partidas da Liga dos Campeões e tem feito alguns jogos a titular. No entanto, o técnico da formação turca tem evitado utilizá-lo mais que 60 minutos por jogo. Conseguirá Bruma vencer as lesões e voltar a fazer explodir o seu futebol?





O mágico do futebol português que apadrinhou a estreia de Messi no Barcelona


Foi um dos momentos mais marcantes da história do futebol. Há dez anos, Deco, um dos mágicos do futebol português, deu lugar a um jovem argentino chamado Messi no encontro contra o Espanhol. Foi a estreia do miúdo franzino pelos blaugrana e o resto da história já é sabida...

Nesse encontro o Barça, que na altura era mais de Ronaldinho e Deco do que de Messi, bateu o rival da Catalunha por 1-0. Golo apontado pelo mágico que representou a Selecção Nacional por 75 vezes e que ajudou a levar para o Porto o troféu da Champions.

O golo de Deco




Mas as imagens que ficam para a História são estas




A história do primeiro cavaleiro português em relvados dinamarqueses


"Quem o viu jogar não esquece. Quem não viu, não sabe o que perdeu". É a inscrição presente numa estátua em Setúbal que homenageia uma das maiores glórias do Vitória, Jacinto João. O extremo nascido em Luanda foi o responsável pela primeira vitória da equipa das quinas em jogos a doer disputados em solo dinamarquês, numa partida da fase de qualificação para o Euro 72.

Foi em Outubro de 1970, numa equipa em que actuavam alguns dos maiores nomes da história do futebol português. O 11 inicial da Selecção nessa partida era formado por Damas, Hilário, Humberto Coelho, Pedro Gomes, José Carlos, José Maria, Peres, António Simões, Artur Jorge, Jacinto João e Eusébio. Foram ainda utilizados no encontro Jaime Graça e Matine. A Selecção era orientada por José Gomes da Silva. 

Apesar de ser menos conhecido que alguns dos nomes que compunham aquele 11, Jacinto João será provavelmente o mais querido entre os adeptos do Vitória Futebol Clube. Passou 13 temporadas no clube do Sado e, rezam as crónicas, era "um extremo esquerdo daqueles bem típicos da moda antiga". Antes de chegar ao Vitória, Jota actuou em clubes angolanos e teve uma passagem falhada pelo Benfica.

Fez parte do Vitória orientado por Pedroto que conseguiu o segundo lugar no campeonato em 72 e ajudou os sadinos a vencerem a Taça de Portugal em 67. Jota marcou o golo da vitória dessa final frente à Académica num super-prolongamento (minuto 11 do vídeo). 


Além dos feitos conseguidos a nível interno, Jacinto João foi uma peça importante para as boas campanhas uefeiras do Vitória de Setúbal na década de 70. Ajudou os sadinos a chegarem aos quartos-de-final da Taça UEFA nas épocas de 73 e 75, edições em que o Vitória deixou pelo caminho equipas como a Fiorentina e o Leeds. 

A dedicação ao Vitória, que começou em 1965, foi apenas interrompida após o 25 de Abril, altura em que JJ rumou aos brasileiros da Portuguesa. Mas acabaria por regressar a casa pouco tempo depois, permanecendo no Bonfim até 1979. Participou em quase 270 jogos no campeonato, apontando 59 golos.

Pela Selecção foi internacional por dez vezes, marcando dois golos. Apesar de JJ ter dado a vitória naquele encontro de 1970 frente à Dinamarca, Portugal não conseguiu a qualificação para o Europeu de 72, ficando em segundo do grupo. 

Mas a lenda do Vitória ajudou a construir uma boa tradição da equipa das quinas em solo dinamarquês. Com o resultado de ontem a Selecção venceu três dos cinco jogos disputados na Dinamarca, excluindo amigáveis. Empatou um encontro e perdeu apenas por uma vez. Apesar do saldo positivo, desde 1977 que Portugal não conseguia ganhar na Dinamarca.

Quanto a Jota, após os inúmeros dribles feitos na carreira, foi fintado pelo coração em 2004.

Uma menção especial para o Glórias do Passado pela fonte de informação sobre Jacinto João
Foto: vfc.pt



Os lances de génio de Ronaldo e de Diego Costa candidatos a melhor golo de La Liga



A Liga Espanhola pré-seleccionou dez golos que podem vir a ser eleitos o melhor de La Liga na temporada passada. Cristiano Ronaldo tem dois lances na 'short list'. Além do capitão da Selecção, também Diego Costa, que já passou pelo Penafiel e pelo Braga, tem uma obra de arte a concurso. 

Um dos lances de Ronaldo na lista foi o golo apontado ao Valência, após assistência de Di María. Uma finalização de elevadíssima nota artística:


O outro golo a concurso foi um míssil teleguiado frente ao Osasuna:


Além de Ronaldo, também Diego Costa teve um lance com nota artística suficiente para entrar na lista dos dez candidatos. Marcou um golo ao Getafe em que parece ter desafiado a lei da gravidade:


Além dos golos destes futebolistas que já passaram por relvados nacionais, há outras obras-primas na lista divulgada pela Liga Espanhola



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